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sábado, 9 de junho de 2018

ENTRE POEMAS E MANDALAS

Todo Sarau tem um TEMA e este é apresentado por um pequeno texto-convite publicado no evento do Facebook. Às vezes até escrevo um poema junto com o texto, às vezes o próprio texto já é uma pequena prosa poética... O objetivo é provocar o leitor-convidado a pensar no tema e quem sabe se inspirar e desenvolvê-lo em forma de poesia...

Hoje registro o texto-convite do I Sarau do Bar - 07 de maio de 2016


MANDALAS E POEMAS ... 

Uma mandala é como um poema... 
vem lá de dentro da alma, 
você vai tecendo... 
escrevendo... 
obedecendo a algo intangível, 
não se sabe bem o quê... 
e vai surgindo, 
com suas rimas 
ou cores, 
de acordo com o que você é e nem sabe... 
e no fim, você se surpreende com a sua criação... 
o último verso, 
o último fio entrelaçado aos sentimentos... 
Isso se chama INSPIRAÇÃO.

KLARA RAKAL

Entre mandalas e poemas, uma proposta de noite mágica em que a cultura estará presente nas suas mais variadas manifestações!

Despretensiosamente, eu e minha irmã estamos preparando um evento que enalteça as ARTES, que nos propicie a PARTILHA, que promova o ENCONTRO. Poesia, música, artesanato, yoga, teatro, dança, produtos naturais são algumas das ideias. Um espaço e um momento prazeroso para todos. Aguardem, ainda estamos preparando a programação. Quer participar? Entre em contato com Graça Antunes ou com Karla Antunes

KARLA ANTUNES

sábado, 6 de maio de 2017

O Sarau do Bar completa um ano!

       Nossa! O tempo passou muuuuuuito rápido!! Estamos caminhando para a sétima edição!
       Hora de fazer um balanço... embora não precise... tudo está tão claro pra mim... e eu estou tão feliz!

       Valeu a pena! Vale a pena! Cada sarau traz momentos incríveis de partilha da Arte! São momentos que ficam na memória... e no coração.

       Como tudo começou? Bem... acho que começou há muito, muito tempo...

       Eu sempre gostei de ler e escrever. Não foi à toa que me tornei professora de Língua Portuguesa. A PALAVRA me encanta. Tem vida própria, traça seu próprio caminho. A palavra tem poder... por isso devemos saber usá-la. Daí para me tornar uma POETISA... foi tão natural...

       Escrevi meu primeiro poema em 1982, eu tinha... 14 anos. O primeiro poema que parecia um poema de verdade! Desde então não parei! Mas... sempre insegura, não mostrava para quase ninguém. Veio a época da faculdade de Letras, e aquele clima literário da UFRJ fez desabrochar pela primeira vez meu fazer poético. Na época, fiquei em 3º lugar em um concurso na Biblioteca Popular do Grajaú, com o poema LONGEVIDADE. Isso me animou! Mesmo assim eu continuava a não mostrar a minha arte... Virei uma perfeita e tradicional poeta de gaveta.

       Comecei timidamente a participar de concursos de poesia. Entrei para os quadros do Município como PROFESSORA e desde o 1º ano de regência, em 1993, tive poemas selecionados para a coletânea POESIA NA ESCOLA. 

       E o tempo passou... e comecei a participar anonimamente de alguns saraus. Fui em uma edição do POESILHA, em um bar na Freguesia, convidada pelo querido Áureo Ramos. Participei de um concurso na Biblioteca do Cocotá, também promovido pelo Áureo, mas sem ser premiada. Porém, ao ler meu poema, uma senhora da plateia chorou de soluçar, a amiga que me acompanhava me segredou no final do evento. O poema era SOLIDÃO DEPOIS. Essa data foi marcante porque foi a primeira vez que utilizei presencialmente o pseudônimo KLARA RAKAL, que me acompanha até hoje, embora não sirva mais como pseudônimo: tornou-se mais conhecido que meu próprio nome. Virou nome literário. Lembro-me também de um sarau comemorativo, na CCEH, mas fiquei na penumbra da plateia, maravilhada com os poetas declamando seus poemas, com muita vontade de estar ali na frente declamando os meus também, mas com a timidez me dominando, como sempre foi.

        Então veio o I Concurso Temático da CCEH, em 2011, organizado por Gilberto D'Alma, esse querido amigo e inspiração pra mim. Nesse concurso, fiquei em 1º lugar com o poema DEPOIS VEIO A ADOLESCÊNCIA. Nem acreditei! Uma emoção e um divisor de águas. Dali em diante aceitei que era... uma POETISA e que tinha algum valor.

       As redes sociais contribuíram muito para o meu desabrochar. Criei uma conta no RECANTO DAS LETRAS como autor e a interação com outros poetas deram uma ideia do quanto meus textos eram aceitos. Criei o blog DE PEITO ABERTO e, assim, passei a divulgar minha produção poética.

       Bem... o que essa trajetória toda tem a var com o ANIVERSÁRIO do SARAU do BAR? Sei lá... acho que as coisas se confundem. EU e o SARAU DO BAR somos uma coisa só. E de repente passei a sentir necessidade de algo mais. Via o talento de poetas que participavam do microfone aberto nos saraus do Gilberto no Polo Cultural da Ilha e isso me inspirou. Ali conheci pessoas que se tornaram meus queridos...

       Numa conversa com minha irmã GRAÇA ANTUNES surgiu a ideia de fazermos um sarau, juntarmos as nossas ARTES: naquele momento, a arte de tecer MANDALAS era prioridade para ela, e a POESIA para mim... bem, sempre foi prioridade. A necessidade mútua de estarmos juntas naquele momento foi determinante para levarmos adiante a ideia: nos aproximamos mais ainda e passamos a dividir um mesmo ideal.

       Dinheiro nenhum, uma caixa de som e um microfone velhos e o espaço que tínhamos era o BAR, onde havia pouco tempo bombava nas sextas-feiras de muitos caldinhos e quitutes - doces e salgados - da mamãe. Para dar um up ao bar, para a família se aproximar, para trazer um pouco de diversão para papai e mamãe, por desejo de contribuir um pouquinho com a cultura insulana... Surgiu então, despretensiosamente, o I SARAU DO BAR: ENTRE POEMAS E MANDALAS.

       Resta-me, agora, fazer uma confissão. Um motivo só meu de me atirar de corpo e alma nessa tarefa de promover bimestralmente o sarau... É que através da arte dos meus amigos, sobretudo os poetas, eu fico incendiada de vontade de poetar... Eu me alimento de cada verso proferido no sarau. Vou conhecendo mais pessoas, e estas vão se tornando especiais pra mim. Gosto de mostrar o trabalho, divulgar e assim valorizar cada poeta, ator, mímico, dançarino, cada performático, humorista, violonista, cada amigo, professor, vizinho, conhecido, cada pessoa que faz uso do microfone aberto, cada pessoa da plateia... e ao tratá-los com o máximo respeito e carinho por sua arte, vou recebendo também carinho, respeito e reconhecimento. É o que me basta!

       Quanto tempo vai durar o SARAU DO BAR? Não sei... Querem fechar a rua... Dizem que vai aumentar cada vez mais, o que duvido... Que vou ter de ir para um lugar maior... Ah, quero não... Quero que continue como começou: simples, despretensioso, acolhedor, intimista, artesanal, um lugar de amigos, para troca, encontros, partilha... no bar! Bebendo uma cervejinha e comendo uma das deliciosas empadinhas da mamãe.

       Um lugar aberto para quem quiser chegar. É só entrar em contato! O microfone é aberto aos poetas da plateia, pois a RODA DE POESIA nunca pode faltar! As demais apresentações precisam ser agendadas, pois tentamos traçar uma linha temática, não obrigatória, mas desejável. Os saraus tem se estendido além da conta e vira uma festa, uma resenha, uma reunião festiva - que é a definição de SARAU no dicionário - aprendo isso com o Gilberto D'Alma...

Queridos, se vocês leram esse TEXTÃO à moda dos adolescentes de hoje... Obrigada! E venham comigo para o próximo sarau:

VII SARAU DO BAR - UM MAR DE SAUDADES
Dia 10/06/2017, às 19h, no Bar Chico's.

I SARAU DO BAR - MAIO 2016
ENTRE POEMAS E MANDALAS




II SARAU DO BAR - JULHO 2016
UM SER-TÃO POÉTICO



III SARAU DO BAR - SETEMBRO 2016
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES




IV SARAU DO BAR - DEZEMBRO 2016
O BÊBADO E A EQUILIBRISTA:
UMA HOMENAGEM AO ARTISTA







V SARAU DO BAR  - FEVEREIRO 2017
MAIS DE MIL PALHAÇOS NO SALÃO





VI SARAU DO BAR - ABRIL 2017
DE POETA E LOUCO TODOS TEMOS UM POUCO



KARLA ANTUNES




sábado, 1 de abril de 2017

O primeiro ... a gente nunca esquece!

        O I Sarau do Bar nem tinha grandes pretensões de ser o primeiro de muitos. Hoje, já estamos indo pra sexta edição... Tá bom, falando a verdade verdadeira: tínhamos uma pequena pretensão. Foi um experimento, um teste.

        Gostamos tanto de fazer e percebemos que os amigos - pacientes e solidários - também gostaram. Foi um evento caseiro, simples, envolvente, acolhedor, e que imprimiu essa marca desde então.

       Eu e minha irmã tínhamos essa vontade: de juntar nossas Artes num evento que também promovesse o bar Chico's, o barzinho da família, que fica na casa onde nasci e cresci junto com meus irmãos Graça, Sérgio e Fabíola.

        Eu com minha arte poética e ela com as suas mil artes, que Graça é mesmo muititalentosa. Mas como o foco dela naquele momento era a arte de tecer fios formando mandalas, eis que surgiu o primeiro tema: ENTRE POEMAS E MANDALAS.

        Os preparativos foram feitos com muito carinho e capricho e a decoração seguiu a temática proposta.

        Graça produziu colagens para os bancos-suporte de copos e garrafas (que, diga-se de passagem, foram projetados e executados por papai, outro artista, mas da marcenaria - ele deveria ter patenteado o invento) com fotos de poetas e outros escritores, trechos de textos poéticos, frases e outras imagens.






        Eu produzi as pequenas garrafas que receberam as delicadas flores que enfeitaram o ambiente.





        Inundada de inspiração, criei um poema em homenagem ao bar e mandei fazer com ele um banner - que incrivelmente meu irmão não mais o exibe no bar... Durante o evento, reuni papai, mamãe e irmãos e doei o banner para o bar, fazendo a leitura do poema.





        A imensa parede rubra ganhou coloridas mandalas de vários tamanhos e fios.

        Lançamos o VARAL DE TROCAS POÉTICAS e nele penduramos poemas e textos, para que cada pessoa deixasse o seu e levasse um a sua escolha (não funcionou bem, pois os poetas costumam ser distraídos ou esquecidos... a maioria não levou nada para trocar, de modo que os textos acabaram sendo distribuídos ao final da noite).



        O capricho aconteceu nos mínimos detalhes: Graça produziu artesanalmente os pregadores que iriam ser usados para pendurar os textos no varal.


        Por fim, eu criei o evento no facebook e dediquei boa parte do meu tempo divulgando-o e recrutando os amigos artistas que iriam se apresentar na noite de estreia do SARAU do BAR!

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      Mas, o principal... foi mesmo a presença dos amigos e artistas da Ilha que nos prestigiaram e, assim, iniciaram uma bonita parceria em prol da Cultura insulana. Nomes como ADRIANO SOARES, GILBERTO D'ALMA, MONICA JOGAS, GRUPO DE TEATRO DA CASA DA TIA, PAULO GEORGE, VERA BASTOS, KZY GUITARRISTA, SÔNIA CASTRO, MARCELO MENDES, ANA CRISTINA ROSITO, minha querida professora MARILENE TINOCO, meus alunos LARISSA RANGEL, IGOR FERNANDES, e in memorian CIBELE CARVALHO.

KARLA ANTUNES

terça-feira, 28 de março de 2017

Extra! Extra!

Adriano Soares declamando Extra! Extra! no I Sarau do Bar: entre Poemas e Mandalas.

A primeira vez que vi e ouvi o poeta Adriano Soares declamar o atualíssimo poema Extra! Extra! foi na I FLIG, em 2015. Fiquei extasiada com a capacidade do poeta em declamar um poema tão longo e, também, ou principalmente, pela forma como ele o declamava!


Na época, deixei esse comentário em alguma publicação sobre o evento e sobre a participação do Adriano nele. Modestamente, Adriano só se permitiu destacar tal comentário em sua própria página do facebook bastante tempo depois...

Quando convidei Adriano para o I Sarau do Bar, em maio de 2016, e ele aceitou o convite, adivinhem qual foi o meu primeiro pedido?? Simmmm, isso mesmo! E novamente meu poetamigo me brindou com sua declamação vigorosa! Seu poema, de cunho social-filosófico, mexeu muito com plateia e foi muito aplaudido, pois retrata a realidade e a expõe de modo tão irônico quanto cirúrgico.

Extra! Extra! foi publicado pela primeira vez no livro flores & camisa-de-força, em 2007. Dez anos depois, continua atual e será republicado em O BOBO DA CORTE, livro a ser lançado no VI Sarau do Bar - de poeta e louco com certeza temos um pouco!


KARLA ANTUNES

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Aqui, no Bar Chico's

                                                            No Bar Chico's

                                                            Aqui,
                                                            os amigos são bem recebidos
                                                            os vizinhos são queridos
                                                            os inimigos, acolhidos
                                                            os colegas, acompanhados
                                                            os irmãos são amados
                                                            e os pais, idolatrados.

                                                            Os diferentes são iguais
                                                            e, como iguais, são respeitados
                                                            os solitários são abraçados
                                                            e os tristes, alegrados
                                                            os carentes, muito beijados
                                                            mais uma chance para os fracassados
                                                            tem um colo para os repudiados
                                                            tem uma cadeira para os cansados.

                                                            Os amores são celebrados
                                                            os dissabores, esquecidos
                                                            os autores, consagrados
                                                            os poemas são declamados
                                                            e os poetas, aplaudidos.

                                                            Os trabalhadores são reconhecidos
                                                            são ouvidas as suas dores
                                                            somos gente de todas as cores!
                                                            Os vitoriosos são erguidos
                                                            os saudosos, esperados
                                                            os invejosos, aconselhados...

                                                            Um caldinho para os famintos
                                                            um doce para os gulosos
                                                            uma cerveja para os sedentos
                                                            uma cerveja para comemorar
                                                            uma cerveja para todos!

                                                                                                    KLARA RAKAL
                                                                                                    Rio, maio de 2016



Poema criado por mim especialmente para o I Sarau do Bar, mostrando todo o amor e acolhimento que o Bar Chico's - especialmente nos dias de Sarau - procura proporcionar para os seus frequentadores.

Lançamento do banner com o poema "Aqui, no Bar Chico's", com a presença da família, amigos, vizinhos poetas e outros artistas da Ilha.

KARLA ANTUNES

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

POEMAS E MANDALAS

POEMAS E MANDALAS...
Karla e Graça 


                                      Uma mandala é como um poema... 
                                                                  vem lá de dentro da alma, 
                                                                você vai tecendo... 
                                                        escrevendo... 
                              obedecendo a algo intangível, 
                                                  não se sabe bem o quê... 
                                                                              e vai surgindo, 
                                                  com suas rimas ou cores, 
                               de acordo com o que você é 
                                       e nem sabe... 
                                                e no fim, você se surpreende 
                              com a sua criação... 
                o último verso, 
                              o último fio entrelaçado 
                                                  aos sentimentos... 
                                                           Isso se chama INSPIRAÇÃO. 
Klara Rakal

Primeiro poema que fiz inspirada no Sarau do Bar, na sua 1ª edição. Em maio de 2016.
KARLA ANTUNES

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Cibele Carvalho

Não sei disfarçar a tristeza. Nem a alegria, nem a puteza, a preocupação... a surpresa, a nostalgia, a chateação. Não sei disfarçar a dor não.

Então, onde teria de ser lugar só pra alegria vira palco de incredulidade. Nunca estamos preparados para isso...

Vou deixar a própria Cibele explicar:

Último poema do livro ALMA DESNUDA, sementes líricas de Cibele Carvalho, ed. LiteraCidade


Também não me explicaram.


                   *                           *                          *                           *                          *


Como são as coisas... parecemos brinquedos nas mãos... do acaso?

Há alguns poucos dias (menos de uma semana) chegou minha encomenda. Comprei via internet, da ed. LiteraCidade, três livrinhos: dois "sementes líricas" e um de contos breves.

Li o primeiro livro, lindo, me identifiquei, fiz postagem no Facebook para falar umas palavras bacanas para o autor e, assim, divulgar um pouquinho seu trabalho e ao mesmo tempo semear um sorriso de satisfação, afinal: qual autor não gosta de receber elogios pela sua obra? Sou assim, faço isso, acarinho e me sinto autoacarinhada.

E aí li o segundo livro: ALMA DESNUDA. Me enterneci com os versos de Cibele, não de imediato, mas na releitura que fiz de vários poemas. Alguns de amor, outros de solidão... e esse, Chegadas e Partidas, não o único do livro sobre ir-se.

E tal como fiz antes, preparei-me para plantar algum sorriso no rosto de Cibele. Ao tentar marcar seu nome na postagem do Facebook, não consegui, será que ela desfez a amizade virtual? Pensei e fui em sua página e lá... soube. 

Sua conta foi transformada em memorial.



                   *                           *                          *                           *                          *



Assim... me lembrou um período muito doído na minha vida... o ano era de 2004... Eu escutava sem parar essa música na bela voz de Maria Rita, e sem parar chorava... Era meu hino, meu vício, meu consolo, junto com os livros de romances espíritas.

ENCONTROS E DESPEDIDAS
Milton Nascimento / Fernando Brant

“Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...


                   *                           *                          *                           *                          *


Talvez Cibele tenha se inspirado nessa música. Talvez a tenha ouvido sem parar. Não sei, não a conheci bem. Cibele era poetisa e participou do I SARAU do BAR, em maio de 2016. Eu a encontrei mais algumas vezes em outros eventos.



Pretendia convidá-la para participar da quinta edição do Sarau, que acontecerá em breve, no dia 11 de fevereiro. Achei que seria mais um passo na nossa amizade poética, de evolução um pouco mais lenta do que a que aconteceu naturalmente com outros poetamigos, palavra aprendida com o querido Paulo George.

Mas não.



E não sei disfarçar.
KARLA ANTUNES